<em>Lisnave</em> e <em>Gestnave</em> voltaram a parar
No estaleiro naval da Mitrena realizou-se anteontem mais uma greve, abrangendo o pessoal da Lisnave, da Gestnave, das empresas associadas e dos sub-empreiteiros. No primeiro período de três horas de paralisação, de manhã, a adesão foi de cem por cento, segundo os órgãos representativos dos trabalhadores, que esperavam idêntico resultado no horário ao turno, ao final da tarde.
Em nota divulgada à comunicação social, os ORTs salientam que «a determinação da luta está bem clara e as razões são fortes», e reclamam das administrações que façam a leitura da adesão à greve e apontem «propostas realistas que venham ao encontro da resolução do conflito».
Em causa está a negociação do «Caderno Reivindicativo 2005», apresentado às administrações em Dezembro. Para os trabalhadores, a proposta patronal de 2,2 por cento de aumento, aplicada a salários de 855 euros, não traduz a capacidade de trabalho do estaleiro da Lisnave, nem o empenhamento dos operários.
No dia 12 de Maio tinha ocorrido outra paralisação, igualmente com adesão total (garantindo os serviços mínimos e a segurança do estaleiro).
Ao confirmar a realização da greve de anteontem, durante uma conferência de imprensa que teve lugar dia 27 na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul (Setúbal), um membro da CT da Lisnave recordou o poder de compra perdido, nos últimos anos, em nome da recuperação económica da empresa. Mas, ressalvou, a Lisnave teve no ano passado um saldo positivo de 583 mil euros e tem boas perspectivas para 2005, com as docas ocupadas a praticamente cem por cento desde Fevereiro (superando as previsões da administração.
Em nota divulgada à comunicação social, os ORTs salientam que «a determinação da luta está bem clara e as razões são fortes», e reclamam das administrações que façam a leitura da adesão à greve e apontem «propostas realistas que venham ao encontro da resolução do conflito».
Em causa está a negociação do «Caderno Reivindicativo 2005», apresentado às administrações em Dezembro. Para os trabalhadores, a proposta patronal de 2,2 por cento de aumento, aplicada a salários de 855 euros, não traduz a capacidade de trabalho do estaleiro da Lisnave, nem o empenhamento dos operários.
No dia 12 de Maio tinha ocorrido outra paralisação, igualmente com adesão total (garantindo os serviços mínimos e a segurança do estaleiro).
Ao confirmar a realização da greve de anteontem, durante uma conferência de imprensa que teve lugar dia 27 na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul (Setúbal), um membro da CT da Lisnave recordou o poder de compra perdido, nos últimos anos, em nome da recuperação económica da empresa. Mas, ressalvou, a Lisnave teve no ano passado um saldo positivo de 583 mil euros e tem boas perspectivas para 2005, com as docas ocupadas a praticamente cem por cento desde Fevereiro (superando as previsões da administração.